Calamidade pública na transição de prefeitos



Ao término de cada pleito eleitoral até parece que estamos assistindo o replay do filme cujas cenas caracterizam o descaso com o patrimônio público e os protagonistas principais das histórias encenadas são os prefeitos que perdem o pleito, ou que não conseguem eleger seus sucessores, ou até mesmo aqueles que querem deixar suas marcas pautadas no descompromisso com a administração pública.

Na semana passada puder ver as fotos feitas pelo fotografo cajazeirense Cavalcante e que foram publicadas nas redes sociais, onde o mesmo registrou imagens caóticas de algumas secretarias da Prefeitura Municipal de Cajazeiras. Fatos como estes não se repetem apenas na cidade de Cajazeiras, nas cidades de Ipaumirim e Umarí no Estado do Ceará não são muito diferentes as realidades, e tantas outras cidades cearenses, paraibanas e do nosso Brasil por aí afora que não foram citadas, mas que já viveram ou vivem realidades desordenadas e deploráveis.

Fiquei estarrecida com o descaso e a forma com que os administradores que perdem o pleito eleitoral lidam com o que é público. Até parece que fazem de proposito para emperrar, ou até impedir, ou mesmo tornar mais difícil o trabalho do próximo administrador. Eles não param para pensar que quando destroem, danificam, quebram ao patrimônio público; desviam as verbas e o dinheiro público; deixam de efetuar o pagamento dos funcionários; deixam faltar médicos e remédios nos postos de saúde e aqui posso abrir um parêntese para aquelas pessoas que são hipertensas, cardíacas e diabéticas que precisam da medicação todos os dias e muitas delas não tem condições financeira de comprar; enfim, estão atingindo não apenas uma pessoa ou a um grupinho de pessoas, mas sim a população como um todo que sofre com o descaso e com essas situações caóticas. Então faço uma indagação: E onde ficam as promessas de campanhas? Aquelas promessas e juras feitas nos palanques, nos comícios, nas entrevistas, nos debates, nas residências dos eleitores, promessas estas que tem um fundo de enganação e que tem o poder de persuasão na mente dos eleitores leigos e fanáticos.

Diante dos problemas elencados quero reforçar quanto ao pagamento do funcionalismo público, mas especificamente aos professores efetivos e contratados que não receberam sequer salários referentes aos meses de novembro e dezembro, imaginem como fica a situação daqueles que só tem um vínculo de trabalho, como estão estas pessoas sem receber salários, sem pagar suas contas em dia, sem ter tido o direito de poder comprar sua ceia de Natal, enfim tiveram o constrangimento de passar as festas de final de ano sem dinheiro no bolso e com suas contas atrasadas. Sabemos que as verbas federais são depositadas nas contas bancárias das prefeituras rigorosamente como diz o ditado popular “que chova ou que faça sol” o dinheiro está creditado nas contas. Agora eu pergunto: Onde está o dinheiro que o Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal deposita nas contas da prefeitura? Por que a justiça e o ministério público não tomaram as rédeas da situação no intuito de bloquear estas verbas e assim os administradores fizessem aquilo que é seu dever? E o pior é que esta situação na cidade de Cajazeiras vem se repetindo a cada transição de prefeitos e ninguém faz nada, ninguém é punido.

Fica aqui o meu lamento na esperança de um futuro melhor e que Deus pai na sua infinita bondade possa sensibilizar essas pessoas que quando adquirem poder só pensam em seu próprio benefício e não imaginam que um dia poderão colher os frutos das sementes plantadas por eles.


COLUNA DE AURELIANA TAVARES







Aureliana Tavares - aurelianatavares@gmail.com


Professora Licenciada em História e Ciências com Habilitação em Biologia pelo CFP - UFCG. Professora efetiva no Município de Cajazeiras - PB e no Estado da Paraíba. Mestranda em Ciências da Educação na UTIC - Universidad Tecnologica Intercontinental. Ministrante de Cursos de Formação Continuada para Docentes.

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