MPF denuncia 6 por tráfico de paraibanos e prostituição
A quadrilha especializada agenciava os jovens de diversos municípios do estado da Paraíba, como Araçagi, Guarabira, Mulungu e Baía da Traição, para levá-los ao exterior e promover a prostituição deste na Itália. Enquanto um grupo era responsável pelo aliciamento das vítimas e providenciavam a documentação para o embarque dos rapazes para a Itália. Um outro grupo alojava os homossexuais em território italiano, forçando-os a vender drogas e explorá-las sexualmente, utilizando violência e ameaças para isto.
Desde 1999, Isnard fixou residência em Roma, na Itália, e teve consideráveis ganhos financeiros com o exercício da prostituição naquele país. Estabelecido economicamente na capital italiana, o brasileiro iniciou o aliciamento de jovens travestis paraibanos para o exercício da prostituição naquele país.
Além de Isnard, foram denunciados por tráfico internacional de pessoas os brasileiros José Fernandes Gorgonho Neto, Sérgio Inocêncio da Costa, Luciano de França Costa, José de Arimateia Farias Duarte Júnior. O italiano Paolo Simi também residia na Itália e, junto com Isnard Alves, encontra-se preso por determinação da justiça italiana. O MPF pediu às autoridades daquele país cooperação internacional e a citação dos denunciados na justiça.
As vítimas da Paraíba se deslumbravam com a possibilidade de ganhar dinheiro fácil e para viajar eles desembolsavam R$ 6mil de cada. Chegando na Itália, a quadrilha cobrava do aliciado, em média, a quantia de R$ 40 mil pelas despesas que aumentavam constantemente.
Atuação de cada membro
Isnard Alves Cabral: responsável pela articulação e coesão dos demais membros.
Paolo Simi: Junto com Isnard, era dono de casas de prostituição em Roma. Liderava o esquema de tráfico internacional de pessoas a partir da Itália.
José Fernandes Gorgonho Neto: Ludibriava as vítimas convencendo-as com promessas de lucro fácil na Itália.
Sérgio Inocêncio da Costa: Pertencia também ao grupo dos aliciadores.
Luciano de França Costa: Era a parte financeira da quadrilha, comprava as passagens dos membros da organização criminosa e dos aliciados
José de Arimateia Farias Duarte Júnior: MPF o denunciou por aliciamento e por enviar, pelo menos, quatro rapazes para à Itália.
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