Operação da polícia desarticula maior esquema de fraude em Carteiras de Habilitação no Brasil
Uma megaoperação realizada em conjunto por diversos órgãos policiais conseguiu desarticular um grupo responsável pelo maior esquema de fraude de emissão de carteiras de habilitação em todo o Brasil. A ação resultou em 41 prisões e 34 mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro. A matriz de onde todo o esquema acontecia era na Paraíba, contando com o envolvimento de funcionários do Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) e de 11 empresas de autoescolas locais.
De acordo com representantes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba, para conseguir o documento, o motorista só precisava fazer uma ligação a uma autoescola. Uma pessoa adquiria, de qualquer parte do país, uma CNH emitida pelo Detran-PB, mesmo sem nunca ter pisado no estado. A carteira chegava às mãos do proprietário através de Sedex, depois de pagamentos que variavam de R$ 400 a R$ 1.500.
Para se ter uma ideia no nível de comprometimento dos envolvidos na fraude, apenas um oftalmologista responsável pela realização de exames no processo de aquisição da CNH, cujo nome não foi revelado pela equipe policial, executou em um mês um quantitativo de quatro mil exames de vista, o que equivaleria a menos de um minuto de tempo de duração da avaliação clínica por cada candidato,
Só na Paraíba, 31 pessoas foram presas. São funcionários do Detran-PB, representantes de autoescolas e pessoas que solicitaram a compra da carteira. Tanto nas escutas telefônicas realizadas em investigações policiais, como nas demais documentações recolhidas, houve a constatação de que a maior parte dos solicitantes das carteiras eram pessoas analfabetas, que procuravam vias para burlar a realização dos exames de legislação e psicotécnico, exigidos por lei. A desconfiança sobre a existência da fraude começou nas abordagens realizadas nas rodovias federais, segundo explicou o inspetor Jetson Silva, da Divisão Nacional de Combate ao Crime. "Os agentes começaram a perceber que o condutor tinha uma habilitação considerada legal, mas era analfabeto. E em consulta ao sistema, essas carteiras não tinham registro", revelou.
Participaram da operação Espelho de Prata, cerca de 400 policiais e 45 delegados, além de um helicóptero, ônibus, guincho de plataforma e 100 viaturas. De acordo com a polícia, desde 2005, já foram entregues mais de 50 mil CNHs irregulares a condutores que jamais haviam prestado qualquer tipo de exame. O material apreendido e os detidos foram encaminhados para a Central de Polícia em João Pessoa.
Sindicato - Durante uma reunião no Ministério Público da Paraíba, o presidente do Sindicato das Autoescolas na Paraíba, Claudionor Fernandes, denunciou a falta de fiscalização do Detran-PB na atuação dos centros de formação de condutores no estado: "Não somos a favor de nenhuma ilicitude, mas é preciso pedir aos responsáveis, no caso o Denatran, para que comece a realizar uma vistoria, pois só existem 12 fiscais para atender a todo esse país", disse.
Fontes: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações do JORNALONORTE.COM. BR
De acordo com representantes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba, para conseguir o documento, o motorista só precisava fazer uma ligação a uma autoescola. Uma pessoa adquiria, de qualquer parte do país, uma CNH emitida pelo Detran-PB, mesmo sem nunca ter pisado no estado. A carteira chegava às mãos do proprietário através de Sedex, depois de pagamentos que variavam de R$ 400 a R$ 1.500.
Para se ter uma ideia no nível de comprometimento dos envolvidos na fraude, apenas um oftalmologista responsável pela realização de exames no processo de aquisição da CNH, cujo nome não foi revelado pela equipe policial, executou em um mês um quantitativo de quatro mil exames de vista, o que equivaleria a menos de um minuto de tempo de duração da avaliação clínica por cada candidato,
Só na Paraíba, 31 pessoas foram presas. São funcionários do Detran-PB, representantes de autoescolas e pessoas que solicitaram a compra da carteira. Tanto nas escutas telefônicas realizadas em investigações policiais, como nas demais documentações recolhidas, houve a constatação de que a maior parte dos solicitantes das carteiras eram pessoas analfabetas, que procuravam vias para burlar a realização dos exames de legislação e psicotécnico, exigidos por lei. A desconfiança sobre a existência da fraude começou nas abordagens realizadas nas rodovias federais, segundo explicou o inspetor Jetson Silva, da Divisão Nacional de Combate ao Crime. "Os agentes começaram a perceber que o condutor tinha uma habilitação considerada legal, mas era analfabeto. E em consulta ao sistema, essas carteiras não tinham registro", revelou.
Participaram da operação Espelho de Prata, cerca de 400 policiais e 45 delegados, além de um helicóptero, ônibus, guincho de plataforma e 100 viaturas. De acordo com a polícia, desde 2005, já foram entregues mais de 50 mil CNHs irregulares a condutores que jamais haviam prestado qualquer tipo de exame. O material apreendido e os detidos foram encaminhados para a Central de Polícia em João Pessoa.
Sindicato - Durante uma reunião no Ministério Público da Paraíba, o presidente do Sindicato das Autoescolas na Paraíba, Claudionor Fernandes, denunciou a falta de fiscalização do Detran-PB na atuação dos centros de formação de condutores no estado: "Não somos a favor de nenhuma ilicitude, mas é preciso pedir aos responsáveis, no caso o Denatran, para que comece a realizar uma vistoria, pois só existem 12 fiscais para atender a todo esse país", disse.
Fontes: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações do JORNALONORTE.COM. BR
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