Dilma diz que não vai mexer na Previdência

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A pré-candidata do PT à Presidência da República esteve em Goiânia fazendo palestra na Federação das Indústrias de Goiás

Segundo a petista, a imprensa "interpretou tudo errado" a sua fala sobre a necessidade de estender a terceira idade
Goiânia Em fala a empresários de Goiás, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse na tarde de ontem que não mexerá nas regras da Previdência.

Segundo ela, a imprensa "interpretou tudo errado" ao relatar frase que ela disse anteontem sobre a necessidade, na questão previdenciária, de "estender a terceira idade um pouco mais pra lá".

"Aproveito a oportunidade para dizer: não quero mexer na aposentadoria de ninguém. Fiz uma brincadeira e interpretaram tudo errado", disse em palestra na Federação das Indústrias do Estado de Goiás.

A afirmação de Dilma contrasta com a do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), que em entrevista ontem afirmou ser necessário estabelecer uma idade mínima para aposentadoria na iniciativa privada. Na fala aos empresários de Goiás, Dilma prometeu ainda trabalhar pela queda dos juros básicos da economia a "níveis internacionais" até 2014.

Isso se daria, segundo ela, com a queda da dívida do setor público a 28% do PIB (Produto Interno Bruto). Em abril, a dívida estava em 42% do PIB.

Sistema caótico

Em entrevista à emissora Rádio Terra, na capital de Goiás, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, voltou a classificar o sistema tributário brasileiro de "caótico e confuso" e defendeu a redução de impostos. A ex-ministra da Casa Civil disse que nenhum governo fez até hoje uma reforma tributária, porque é realmente difícil. Pregou, então, a política de desonerações. "O sistema tributário brasileiro é caótico, é confuso, não é transparente e ninguém sabe o que está pagando", disse Dilma Rousseff ta ao deputado e radialista Sandes Junior (PP-GO).

"O que tem que fazer é desonerar, reduzindo impostos sobre o investimento, sobre exportações. Neste caso, já reduzimos muito, mas temos que reduzir a zero. Tributação sobre folha de salário tem que reduzir também, e aí o Tesouro vai ter que pôr dinheiro, senão a Previdência quebra", defendeu.

Em relação a benefícios diretos ao cidadão, ela citou que o governo já desonerou a cesta básica e prometeu mais: "Agora tem que desonerar remédio e tem que ter redução bastante significativa (de impostos) na área de energia elétrica, pois beneficia todo mundo, população e indústria.

Em São Paulo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, também falou sobre a alta carga tributária. Segundo ele, a maior parte dos impostos do País é paga pela população mais pobre, que ganha até três salários mínimos. Ele também fez ataques aos gastos do governo federal e falou sobre o corte de verbas na área da Saúde.

O tucano participou de evento no Centro da capital paulista, onde o Impostômetro - equipamento que mede a quantidade de impostos paga pelos brasileiros - atingiu a marca de R$ 500 bilhões no ano.

Ainda na entrevista à emissora, Dilma prometeu solucionar o problema das obras de ampliação do Aeroporto de Goiânia, que foram embargadas pelo TCU, por causa de problemas na licitação: "Eu vou resolver essa questão", prometeu.

Fonte: Diário do Nordeste

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