Discurso de posse do confrade Milton Marques de Medeiros, no Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), proferido em 07.05.10-Teatro Dix-huit Rosado


Discurso de posse do confrade Milton Marques de Medeiros, no Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), proferido em 07.05.10- Teatro Dix-huit Rosado. Divulgado em duas etapas e aqui adaptado para a coluna Dèjávu. (Parte I)


Ilustríssimo Senhor Presidente do ICOP, Antonio Clauder Alves Arcanjo. Demais AssociadosAutoridades Senhoras e senhores. Regimentalmente, cabe a cada novo membro do ICOP - Instituto Cultural do Oeste Potiguar - proferir um discurso na solenidade em que for empossado. O tema é livre, asseguraram-me os dirigentes. Assim sendo, logo me ocorreu a ideia de falar, em poucas palavras, até por disciplinamento de tempo, sobre os entrelaçados caminhos de duas Instituições genuinamente mossoroenses e de idêntico perfil no universo cultural de nossa cidade e da região: o próprio ICOP e a nossa UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.


Fácil transparência


E, certamente, para essa escolha não carece prospectar sinuosas pesquisas, tampouco recorrer a amplas explicações, aprofundamentos e justificativas. Arrima-se, pode ser dito, ao que escreveu Nelson Rodrigues, chamando a esse tipo de fato, quando se dá uma relação tão siamês de "óbvio ululante". Digo assim, pois é de fácil e direta dedução que a luta pelo surgimento das referidas instituições possui, em comum, uma imbricação de nomes, datas, sonhos e conquistas altamente correlatas, ambas parceiras na evolução. Por tudo isso, minha breve peroração ficará adstrita a esse simples aspecto.


Nascimento


Acompanho o ICOP desde sua fundação, em 1957, quando já havia deixado minha pequena e saudável Upanema, para aqui, em Mossoró, vir estudar. Como mero espectador, assistia às articulações dos homens e mulheres identificados com as letras e a cultura da cidade, em prol da criação desse memorável Instituto. Era-me até mesmo impossível ficar alheio a semelhante movimentação, desde que o referido grupo mantinha-se capitaneado pelo meu dileto professor João Batista Cascudo Rodrigues, com o qual convivia três dias por semana, e dele ouvia sempre palavras enaltecedoras, em meio as aulas, sobre essa magna obra ainda em gestação. E não ficava restrito a sua pessoa, a cidade toda lhe ouvia, como a um eco, as propagações. E o entusiasmo com que esses cidadãos e cidadãs da cultura protagonizavam a fundação do Instituto era, deveras, contagiante.


Pioneiros


Mesmo correndo o risco de eclipsar alguns nomes, arrisco-me a citar, além do próprio João Batista, outros de iguais têmperas que tanto contribuíram para a criação do ICOP: Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, Raimundo Nonato da Silva, Cônego Francisco Sales, Raimundo Soares de Brito, o Raibrito, que na próxima semana completa 90 anos de idade, professor Elder Heronildes da Silva, José Leite do IBGE, Luiz Fausto de Medeiros, Leonardo Nogueira, José Augusto Rodrigues, entre tantos. E é com admiração e estima que também registro a presença feminina, nas pessoas das professoras América Rosado e da jovem poetiza, hoje diretora de grande educandário católico na Bahia, freira Dalvani Rosado.


Oportunidade


Eu, como estudante concluinte do curso ginasial da Escola Estadual 30 de Setembro, logo depois o curso científico no Colégio Diocesano Santa Luzia, com meus colegas, em destaque aqui, Wilson Bezerra de Moura, Rose Cantídio e Neuza Caminha, vivíamos um momento significativo, pois nossos intelectuais acabavam de formatar uma Instituição para trabalhar, produzir, resgatar e, acima de tudo, fomentar as diversas formas de manifestação cultural na cidade. E logo passamos a assistir a debates, encontros, seminários e outros tantos eventos promovidos pelo ICOP, envolvendo os mais diversos segmentos da coletividade mossoroense.


Revista


Não tardou e surgiu a revista Oeste, rica em conteúdo, precisa, altiva, e que continua viva e pujante. Uma coisa é certa. Nas últimas cinco décadas, ninguém pode falar sobre cultura em Mossoró, sem fazer referência ao Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).


Ligação


E qual ligação desejo fazer entre o ICOP e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte? Caros confrades, amigos, autoridades presentes. O ICOP surgiu em 1957, e a UERN em 1968. Note-se que os mesmos atores que empreenderam a primeira batalha, ou seja, a fundação do ICOP, foram os mesmos que participaram, ativamente, da segunda, a criação da UERN. Vejam, portanto, que momento histórico valioso, aquele: em uma só década, Mossoró viu nascer o ICOP e a UERN.


Mães notáveis


Bom, o espaço da coluna está acabando. Continuarei a publicação desse discurso na próxima semana. Pelo dia de hoje, uma expressão de afeição, carinho e admiração a todas às mães leitoras desse matutino. Felicidades, superação e paz para as mães, sobretudo aquelas dedicadas aos seus filhos e à sociedade. Parabéns a todas às mães mossoroenses.

Fonte: http://www.gazetadooeste.com.br

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