Oito mil têm Aids, na Paraiba mas não sabem

Larissa Claro
A última estimativa da Secretaria de Saúde do Estado com relação a incidência do vírus HIV aponta uma realidade preocupante no tratamento dos portadores da doença na Paraíba. Aproximadamente oito mil pessoas desconhecem que possuem o vírus, o que compromete a eficácia do tratamento e as chances de conviver com o vírus. O diagnóstico precoce da Aids, a exemplo de outras doenças como o câncer, também é apontado pelos especialistas como um fator importante no sucesso do tratamento.
De 1985 - quando foi registrado o primeiro caso de Aids na Paraíba – até dezembro do ano passado, foram notificados 3.284 casos de pessoas que adquiriram o vírus e desenvolveram a doença (o número de soropositivos é maior). Do total, 31% são do sexo feminino e 69% do masculino. O gerente operacional das DST/Aids da SES, Ricardo Soares, ressalta que o HIV é uma doença que pode ser tratada e que é possível ter uma vida tranquila, desde que seja feito o monitoramento da doença.
O profissional explica que estar infectado pelo vírus HIV não quer dizer que a pessoa esteja com Aids. O HIV é o vírus da imunodeficiência humana e a Aids é a síndrome provocada pelo vírus. O HIV pode ficar no organismo da pessoa até 10 anos sem que ela sinta qualquer sintoma. Porém, quem tem o vírus pode, involuntariamente, contaminar outras pessoas, mesmo que não esteja doente. O vírus enfraquece os anticorpos, permitindo o aparecimento de doenças oportunistas, tais como gripe, diarréia crônica, tuberculose ou pneumonia, que caracterizam o aparecimento da Aids.
De acordo com a SES, 106 pessoas morreram vítimas de Aids em 2008 e, em 2009, foram 59 óbitos. A categoria com maior exposição são os heterossexuais com 1.260 casos, seguido de 418 casos em homossexuais e 328 em bissexuais. Dos 223 municípios paraibanos, 182 têm pelo menos um caso de Aids e em 158 municípios foram registrados casos da doença em adulto e em 24 municípios a Aids foi diagnosticada em crianças.

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